terça-feira, 16 de julho de 2024

Como organizar a rotina trabalhando em casa com filhos (mesmo quando não existe rotina 😂)



Quando escrevi a primeira versão deste post, em 2024, meu filho tinha 1 ano e 5 meses e eu tentava organizar minha rotina praticamente por horário. Tinha horário para ficar com ele, horário do cochilo, horário para trabalhar, fazer as coisas de casa e depois voltar para o computador à noite.

Dois anos depois, minha realidade está bem diferente. 😂 Hoje meu filho tem 3 anos e vai para a escola, mas quem tem criança sabe como é: ele vai uma semana inteira, aí pega uma gripe e passa a próxima em casa kkkkk. Além disso, agora também tenho uma bebê de 2 meses.

Continuo trabalhando em casa, tenho meus clientes, estudo, tenho as coisas da casa, minha vida pessoal… e duas crianças pequenas no meio de tudo isso.

Então, se eu disser que tenho uma rotina certinha hoje, vou estar mentindo. Não tenho. 😂 O que eu tenho é uma forma de me organizar que me ajuda a entender o que realmente precisa ser feito e aproveitar melhor o tempo que tenho disponível naquele dia.

E acho que essa foi uma das coisas que mais mudou na minha forma de enxergar produtividade depois da maternidade.

Com criança pequena, nem sempre dá para organizar a vida por horário

Eu gosto de planejamento. Inclusive, tenho planner — apesar de ter usado muito pouco até agora kkkkk — e quero começar a aproveitar melhor.

Mas uma coisa que não funciona para mim atualmente é montar uma agenda cheia de horários e acreditar que tudo vai acontecer exatamente daquele jeito.

Por exemplo: posso planejar treinar às 8h. Ótimo. Só que tenho uma bebê de 2 meses. Pode chegar 8h e ela estar mamando, pode ter dormido mal, estar incomodada, querer colo ou simplesmente precisar mais de mim naquela manhã.

E aí não tem planner que faça milagre, né? 😂

Isso não significa que eu não vou treinar. Talvez eu consiga às 9h, às 10h ou em outro momento do dia. Por isso, hoje faz muito mais sentido para mim organizar o que preciso fazer, em vez de tentar controlar exatamente a hora em que tudo precisa acontecer.

Primeiro eu defino o que realmente é prioridade naquele dia

Normalmente, eu olho o que preciso fazer no dia seguinte e separo minhas prioridades pensando em três áreas: casa, pessoal e trabalho.

E tento ser realista, porque colocar 15 tarefas em uma lista não significa que vou produzir mais. Na maioria das vezes, significa apenas chegar ao final do dia olhando para um monte de coisa que não consegui fazer. 😅

Então prefiro escolher poucas tarefas que realmente precisam andar.

No trabalho, pode ser uma entrega de cliente que tem prazo. Em casa, alguma coisa que realmente precisa ser resolvida. No pessoal, pode ser treinar, estudar ou cuidar de alguma pendência minha.

Claro que sempre vão existir outras coisas para fazer. A diferença é entender quais delas têm prioridade naquele dia.

Isso também me ajuda muito quando aparece um tempinho livre. Em vez de gastar metade dele pensando “meu Deus, o que eu faço primeiro?”, eu já sei o que precisa andar.

Em vez de horários, estou organizando meu dia em blocos

Essa é uma forma de organização que faz muito mais sentido para a fase que estou vivendo.

Em vez de montar uma rotina assim:

8h — treinar
9h — trabalhar
10h — estudar
11h — resolver as coisas da casa

Prefiro pensar em manhã, tarde e noite.

O que preciso resolver pela manhã? O que pode ser feito à tarde? O que consigo deixar para a noite?

Dentro de cada bloco, tenho minhas prioridades, mas não preciso ficar presa a um horário exato.

Se minha bebê precisar mais de mim durante a manhã, por exemplo, uma tarefa pode passar para a tarde. Se meu filho estiver em casa porque ficou gripado, eu já sei que provavelmente aquele dia não vai render da mesma forma que renderia enquanto ele estivesse na escola.

E preciso levar isso em consideração na hora de planejar.

Para mim, é muito melhor reorganizar um bloco do dia do que olhar para o relógio o tempo inteiro com a sensação de que estou atrasada.

Também estou tentando usar melhor o planner

Eu tenho um planner que quase não usei. Confesso kkkkk. Mas quero começar a usar justamente para ter uma visão mais simples das minhas prioridades.

Não quero transformar o planner em mais uma coisa que eu preciso preencher perfeitamente. A ideia é conseguir abrir e visualizar rapidamente: o que é prioridade hoje? O que quero fazer pela manhã? O que pode ficar para a tarde? E o que cabe à noite?

Até porque já uso ferramentas digitais para me organizar. Minha organização geral fica bastante no Notion, e algumas demandas de trabalho também ficam no Trello, principalmente porque tenho clientes organizados por lá.

Então não preciso substituir tudo por um planner. Quero usá-lo como mais uma forma de tirar as coisas da cabeça e enxergar melhor o meu dia.

Porque também não adianta ter cinco ferramentas de produtividade e gastar mais tempo organizando as ferramentas do que executando as tarefas, né? 😂

Otimizar o tempo não é tentar fazer tudo mais rápido

Com criança pequena, a gente começa a perceber o valor que 20 ou 30 minutos podem ter.

Só que otimizar o tempo, para mim, não significa tentar colocar uma tarefa em cada minuto disponível. Significa entender qual tarefa faz sentido para o tempo que eu tenho naquele momento.

Se consigo um período maior e mais tranquilo, posso aproveitar para fazer algo do trabalho que exige concentração. Se aparecem apenas alguns minutos, posso resolver uma tarefa menor. E se naquele dia as crianças precisarem muito de mim, talvez eu consiga executar apenas aquilo que realmente era prioridade.

E amanhã eu reorganizo novamente.

Além de trabalhar, eu também estudo. Então tenho trabalho, estudos, casa, filhos e minhas próprias coisas disputando os mesmos espaços do dia. Não dá para planejar minha semana como se eu tivesse oito horas completamente livres todos os dias.

Por isso, hoje tento pensar menos em “como vou conseguir fazer tudo?” e mais em “o que realmente precisa ser feito e como posso usar melhor o tempo que tenho?”

E quando o planejamento simplesmente não funciona?

Eu reorganizo.

Se meu filho acordou doente e não foi para a escola, a realidade daquele dia mudou. Se minha bebê precisou mais de mim, a realidade também mudou. Então não faz sentido querer que o planejamento continue exatamente igual.

Nesses dias, vejo o que realmente é urgente, o que ainda consigo executar e o que pode ser passado para outro momento.

Isso não significa abandonar o planejamento ou deixar tudo para depois. Eu continuo sabendo quais são minhas prioridades. Só não fico presa à ideia de que, se algo que planejei para a manhã aconteceu à tarde, meu dia inteiro deu errado.

Então, como organizo minha rotina hoje?

Na noite anterior — ou quando consigo parar para organizar o próximo dia — olho minhas demandas de casa, pessoal e trabalho, escolho poucas prioridades e penso em quais blocos elas podem acontecer: manhã, tarde ou noite.

Depois, vou adaptando conforme a vida acontece.

Tem dia que rende muito. Tem dia que rende pouco. Tem semana em que meu filho vai normalmente para a escola e outra em que ele fica em casa. Tem dia em que minha bebê está mais tranquila e outro em que precisa muito mais de mim.

E faz parte da fase que estou vivendo agora.

Quando escrevi a primeira versão deste post, em 2024, eu achava que organizar minha rotina significava conseguir encaixar cada coisa em um horário.

Hoje penso diferente.

Com filhos pequenos, eu não consigo controlar completamente o meu tempo. O que consigo fazer é definir minhas prioridades, organizar o que está ao meu alcance e ir adaptando o restante conforme o dia acontece.

E, pelo menos por aqui, isso tem funcionado muito melhor do que tentar seguir uma rotina perfeita. 🤎

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