segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Bebê só quer colo: é normal? O que fazer nessa fase?



Você coloca o bebê no berço, ele chora. Pega no colo, ele se acalma.

Tenta colocar novamente… e começa tudo de novo.

Se parece que o seu bebê só quer colo, saiba que esse comportamento pode acontecer bastante nos primeiros meses.

O colo oferece proximidade, calor, movimento e contato com quem cuida dele. Mas também é importante observar se o choro está realmente relacionado à necessidade de contato ou se existe algum outro desconforto.

É normal o bebê querer colo o tempo todo?

Principalmente nos primeiros meses, o bebê ainda está se adaptando a uma realidade completamente diferente daquela que conhecia antes de nascer.

O choro é uma das principais formas que ele tem para comunicar alguma necessidade.

Pode ser fome, sono, fralda suja, calor, frio, desconforto ou simplesmente vontade de ficar perto de alguém.

Por isso, querer colo não significa necessariamente que exista algo errado.

Pegar muito no colo deixa o bebê manhoso?

Essa é uma frase que muitas mães escutam.

Mas um bebê pequeno não pede colo com a intenção de manipular os adultos ao redor.

Antes de pensar que ele está “acostumando mal”, vale tentar entender o que aquele choro está comunicando.

Por que o bebê se acalma quando pegamos no colo?

No colo existem várias coisas acontecendo ao mesmo tempo: contato, calor, voz, cheiro e movimento.

Para alguns bebês, diminuir os estímulos do ambiente, falar suavemente, embalar ou simplesmente ficar próximo já ajuda bastante.

É por isso que às vezes parece quase mágico: ele estava chorando e, poucos minutos depois de ser pego, relaxa.

O que fazer quando o bebê só quer colo?

Primeiro, vale verificar o básico: fome, fralda, sono, temperatura e sinais de algum desconforto.

Se estiver tudo bem e ele simplesmente quiser proximidade, algumas coisas podem ajudar:

  • pegar o bebê no colo e tentar acalmá-lo;
  • reduzir luz, barulho e excesso de estímulos;
  • falar ou cantar suavemente;
  • observar os horários em que ele costuma ficar mais irritado;
  • dividir os momentos de colo com outra pessoa quando for possível.

E tem uma parte importante: você também precisa conseguir comer, tomar banho, descansar e fazer outras coisas.

Não existe problema em pedir ajuda quando o colo começa a ficar pesado física e emocionalmente.

E quando o bebê chora mesmo no colo?

Nem todo choro significa apenas vontade de colo.

Se o bebê continua muito irritado mesmo depois de alimentado, trocado e acolhido, pode existir outro motivo para o desconforto.

Cólica é uma possibilidade, mas não é a única. Por isso, não é interessante assumir que todo choro intenso é cólica.

Quando procurar o pediatra?

Se houver uma mudança importante no comportamento do bebê ou o choro vier acompanhado de outros sintomas, procure orientação profissional.

Febre, dificuldade para mamar, dificuldade para ganhar peso, vômitos frequentes, sangue nas fezes, dificuldade para respirar ou sonolência excessiva são exemplos de situações que merecem avaliação.

Essa fase não dura para sempre

Quando você está passando horas com um bebê no colo, pode parecer que sua rotina será assim para sempre.

Mas os primeiros meses são justamente um período de muitas mudanças.

Aos poucos, o bebê cresce, passa a interagir mais com o ambiente e a rotina da família também vai mudando.

Enquanto isso, talvez a pergunta não precise ser “como faço meu bebê parar de pedir colo?”, mas:

“como podemos atravessar essa fase de uma maneira mais confortável para ele e também para quem cuida?”

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação e as orientações do pediatra que acompanha o bebê.


Essa necessidade de contato é apenas uma das mudanças dessa fase. Também contei aqui o que ninguém te conta sobre os primeiros meses com um bebê.

Chupeta faz mal? Entenda os prós e contras antes de oferecer ao bebê



Chupeta faz mal para o bebê? 

Essa é uma daquelas dúvidas que aparecem cedo para muitas famílias.

De um lado, a chupeta pode ajudar alguns bebês a se acalmarem. Do outro, existem preocupações com amamentação, dentes e desenvolvimento da boca.

A resposta não é simplesmente “sim” ou “não”. O momento em que ela é introduzida, a frequência e por quanto tempo a criança mantém o hábito fazem diferença.

Chupeta pode atrapalhar a amamentação?

Esse é um dos principais pontos de atenção, principalmente nos primeiros meses.

A Sociedade Brasileira de Pediatria explica que sugar o peito e sugar uma chupeta são movimentos diferentes e aponta uma associação entre o uso de chupeta e menor duração da amamentação.

Por isso, para famílias que optarem pela chupeta em bebês amamentados, a orientação é esperar até que a amamentação esteja bem estabelecida.

E a chupeta faz mal para os dentes?

O maior problema está relacionado principalmente ao hábito intenso e prolongado.

Com o passar do tempo, o uso frequente pode contribuir para alterações no céu da boca, no posicionamento dos dentes e arcos dentários, na movimentação da língua e em outras funções orais.

Por isso, quanto mais o hábito se prolonga durante a infância, maior deve ser a atenção.

Mas a chupeta também pode ter algum benefício?

Existe um ponto importante que nem sempre aparece quando falamos sobre o assunto.

A Academia Americana de Pediatria recomenda considerar a oferta da chupeta na hora das sonecas e do sono noturno porque seu uso está associado à redução do risco de morte súbita do lactente.

No caso de bebês amamentados, a recomendação é esperar até que a amamentação esteja funcionando bem antes de oferecê-la.

Se a chupeta cair depois que o bebê dormir, não é necessário colocá-la novamente.

Então é melhor dar ou não dar chupeta?

Não existe uma resposta que funcione igualmente para todas as famílias.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que os responsáveis conheçam os benefícios e possíveis prejuízos antes de decidir, preferencialmente conversando com o pediatra que acompanha o bebê.

Se a família decidir usar, alguns cuidados são importantes:

  • esperar a amamentação estar estabelecida, quando o bebê é amamentado;
  • evitar oferecer a chupeta automaticamente para qualquer choro;
  • tentar entender primeiro se existe fome, desconforto, necessidade de colo ou outra necessidade;
  • evitar que o uso se transforme em um hábito constante durante todo o dia;
  • planejar a retirada do hábito ainda na infância;
  • não prender a chupeta ao pescoço do bebê;
  • durante o sono, não prender a chupeta em roupas, cobertores ou bichos de pelúcia.

Chupeta faz mal, afinal?

Ela pode trazer problemas, especialmente quando o uso é frequente e prolongado, mas a questão é mais complexa do que simplesmente dizer que toda chupeta faz mal.

Existem possíveis impactos sobre a amamentação e a saúde oral, mas também há situações em que seu uso pode ter benefício.

Por isso, mais importante do que transformar a chupeta em vilã ou solução é entender como, quando e por quanto tempo ela será utilizada.

Na dúvida, principalmente nos primeiros meses ou quando existem dificuldades na amamentação, vale conversar com o pediatra ou outro profissional que acompanha o bebê.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual do pediatra ou odontopediatra.

Além da chupeta, outras dúvidas aparecem bastante nessa fase. Se o seu bebê também pede muito contato, veja por que o bebê só quer colo e o que fazer nessa fase.

10 coisas que parecem simples até você ter um bebê



Tem coisas na vida que a gente nunca considera difíceis.

Tomar banho, sair de casa, comer uma refeição ainda quente.

Aí nasce um bebê e, de repente, atividades completamente normais começam a exigir planejamento, estratégia e um pouquinho de sorte.

Não significa que tudo fica ruim depois da maternidade. Só que a nossa percepção sobre o que é “simples” muda bastante.

1. Tomar um banho sem pressa

Antes era só entrar no banheiro.

Com bebê, você primeiro precisa conferir se ele está tranquilo, alimentado, seguro e se aquele é realmente um bom momento.

E ainda existe uma boa chance de você jurar que ouviu um choro no meio do banho.

2. Comer a comida quente

Você prepara o prato, senta para comer e… o bebê precisa de você.

Quando volta, sua comida já entrou oficialmente na categoria “temperatura ambiente”.

3. Sair rapidinho de casa

O conceito de “vou ali e já volto” muda.

Tem fralda, troca de roupa, paninho, carrinho, bolsa e aquela última conferida antes de sair.

4. Dormir sem ficar em estado de alerta

Mesmo quando o bebê está dormindo, parece que uma parte da gente continua prestando atenção em qualquer barulhinho.

5. Assistir a alguma coisa do começo ao fim

Um episódio de 40 minutos pode tranquilamente virar uma minissérie de três dias.

6. Manter a casa organizada

Você arruma uma coisa enquanto outras três aparecem.

Em algum momento, começa a entender que casa com bebê é uma casa sendo vivida — e nem sempre vai parecer uma foto do Pinterest.

7. Marcar um horário

Antes: “terça às 14h? Perfeito.”

Depois do bebê: “terça às 14h… vamos torcer para tudo colaborar.”

8. Fazer uma tarefa sem interrupção

Responder uma mensagem, organizar alguma coisa ou simplesmente terminar o que começou pode exigir várias tentativas.

9. Usar uma roupa sem pensar no bebê

Conforto começa a ganhar outros significados.

Dependendo da fase, você ainda pensa se a roupa é prática para pegar o bebê, carregar bolsa e fazer todo o restante.

10. Ficar alguns minutos sem fazer absolutamente nada

Talvez essa seja uma das coisas que mais mudam.

Quando aparece um silêncio, você lembra da roupa, da louça, da mensagem, do banho, da comida, do trabalho...

Até perceber que às vezes você também pode simplesmente sentar.

Depois que nasce um bebê, o simples muda

A maternidade transforma várias coisas grandes, mas também muda detalhes pequenos do cotidiano que a gente só percebe vivendo.

E talvez seja por isso que coisas tão bobas começam a ter outro valor.

Um banho tranquilo. Uma comida quente. Uma hora de sono. Cinco minutos em silêncio.

Antes pareciam apenas partes normais do dia.

Depois de um bebê, algumas delas quase parecem luxo.

São mudanças pequenas que só ganham outra dimensão quando a gente vive essa fase. E existem várias outras coisas sobre os primeiros meses com um bebê que quase ninguém conta.

Como trabalhar em casa com um bebê pequeno: 8 coisas que estão funcionando para mim



Trabalhar em casa com um bebê pequeno parece simples na teoria.

Você está em casa, perto do bebê e consegue continuar trabalhando.

Na prática, nem sempre é assim.

Tem dia que rende bem. Em outros, você começa uma tarefa e precisa parar poucos minutos depois.

O que mais tem funcionado para mim não é tentar manter a mesma rotina de antes, mas adaptar o trabalho à fase que estou vivendo agora.

1. Parei de esperar um expediente normal

Com um bebê pequeno, nem sempre existe aquele período longo e contínuo para trabalhar.

Às vezes começo uma tarefa pela manhã e só consigo terminar mais tarde. Por isso, hoje penso mais em janelas de trabalho do que em expediente fixo.

2. Escolho poucas prioridades por dia

Uma lista enorme de tarefas só aumenta a sensação de atraso.

Então tento definir o que realmente precisa ser feito naquele dia.

Se aparecer uma janela de 30 ou 40 minutos, eu já sei exatamente onde colocar minha atenção.

3. Aproveito as oportunidades que aparecem

Nem sempre sou eu quem decide a hora de trabalhar.

Às vezes o bebê dorme e consigo adiantar alguma coisa. Em outros momentos, consigo apenas resolver tarefas pequenas.

E também existem dias em que quase nada acontece.

Faz parte.

4. Separo tarefas simples das que exigem concentração

Responder mensagens não exige o mesmo foco que escrever, planejar ou criar algo mais complexo.

Por isso, quando tenho poucos minutos, resolvo tarefas rápidas.

Quando aparece um período mais tranquilo, tento usar para aquilo que exige mais concentração.

5. Alguns dias não vão render

Essa é uma das partes mais difíceis de aceitar.

Mas trabalhar com um bebê significa entender que nem todos os dias serão iguais.

Se hoje eu consegui fazer o essencial, já considero que o dia funcionou.

6. Tiro as coisas da cabeça

Entre bebê, casa, trabalho e outras responsabilidades, confiar somente na memória não funciona.

Por isso, anoto tarefas, ideias e pendências.

Não precisa ser um sistema perfeito. Precisa apenas evitar que eu tenha que lembrar de tudo ao mesmo tempo.

7. Aceito ajuda quando ela existe

Estar em casa não significa conseguir cuidar do bebê, da casa e do trabalho ao mesmo tempo.

Quando alguém consegue ficar com o bebê por um período, até uma hora concentrada já pode fazer muita diferença.

8. Parei de comparar minha produtividade com a de antes

Meu contexto mudou.

Continuo trabalhando, tendo planos e querendo crescer profissionalmente, mas hoje meu tempo funciona de outra forma.

Comparar essa fase com uma rotina em que eu tinha muito mais controle sobre o meu dia só gera frustração.

Trabalhar em casa com bebê precisa caber na vida real

Não existe uma fórmula única.

Algumas mães conseguem trabalhar durante as sonecas. Outras dependem de ajuda. Algumas têm dias muito produtivos e outros praticamente parados.

Por aqui, o que mais tem funcionado é escolher prioridades, aproveitar as janelas possíveis e aceitar que a produtividade dessa fase não precisa parecer com a de antes.

Não é sobre fazer tudo perfeitamente.

É sobre continuar construindo aos poucos, sem fingir que a maternidade não ocupa espaço na rotina.


Por isso, também precisei mudar a forma como organizo meus dias. Já contei com mais detalhes como organizo a rotina trabalhando em casa com filhos, mesmo quando não existe uma rotina fixa.

domingo, 30 de agosto de 2026

Quero empreender, mas não sei com o quê: por onde começar?



A vontade de empreender pode surgir por vários motivos: aumentar a renda, ter mais liberdade, trabalhar de casa, mudar de profissão ou construir algo próprio.

O problema é que muitas vezes a vontade aparece antes da ideia.

Você sabe que quer começar alguma coisa, abre o Instagram, pesquisa ideias de negócios, salva vários vídeos… e termina com ainda mais opções e menos certeza do que fazer.

Se você está nessa fase, talvez a primeira coisa que precise entender seja: você não precisa encontrar a ideia perfeita para começar.

Precisa encontrar uma possibilidade que faça sentido para você agora.

1. Pare de procurar a ideia perfeita de negócio

É muito fácil acreditar que existe uma ideia esperando para ser descoberta e que, quando ela aparecer, tudo vai fazer sentido.

Na prática, dificilmente acontece assim.

Muitos negócios começam pequenos, mudam de direção, ajustam público, preço, produto e até aquilo que vendem.

Então, em vez de perguntar:

“Qual negócio eu deveria abrir?”

Tente começar com:

“O que eu conseguiria oferecer hoje com os recursos que tenho?”

Essa pergunta costuma ser muito mais fácil de responder.

2. Olhe primeiro para o que você já sabe fazer

Antes de pensar em aprender uma profissão completamente nova, faça um levantamento do que você já sabe.

E não pense apenas em formação ou experiência profissional.

Talvez você saiba organizar, vender, cozinhar, ensinar, escrever, editar vídeos, cuidar das redes sociais, fazer artesanato, maquiar, fotografar, montar planilhas ou resolver alguma coisa que outras pessoas têm dificuldade.

Faça uma lista sem julgar se aquilo “dá dinheiro” ou não.

Primeiro descubra suas possibilidades. Depois você analisa quais delas podem se transformar em negócio.

3. Pense no problema que você consegue resolver

Saber fazer alguma coisa é um começo, mas para transformar uma habilidade em negócio precisamos olhar para outra pessoa.

Quem precisaria disso e por quê?

Uma pessoa que sabe fazer bolos pode resolver o problema de quem precisa de um bolo bonito para uma comemoração.

Quem entende de redes sociais pode ajudar uma profissional que precisa divulgar o próprio trabalho, mas não sabe produzir conteúdo.

Quem é organizada pode prestar assistência virtual para pequenos negócios.

É quando uma habilidade encontra uma necessidade que começa a surgir uma possibilidade de negócio.

4. Serviço ou produto?

Essa decisão também ajuda bastante a diminuir as opções.

Um serviço normalmente permite começar com uma estrutura menor. Você vende algo que sabe fazer: uma consultoria, uma aula, um atendimento, uma edição, uma gestão ou outro tipo de trabalho.

Já um produto pode envolver produção, matéria-prima, embalagem, estoque e entrega, dependendo do negócio.

Não existe um formato melhor para todo mundo.

Existe aquele que cabe melhor na sua realidade neste momento.

5. Considere o tempo que você realmente tem

Esse ponto é ainda mais importante quando existe uma casa, filhos e outras responsabilidades envolvidas.

Às vezes uma ideia parece ótima até você perceber que ela exige atendimento presencial todos os dias, produção em horários específicos ou disponibilidade imediata para clientes.

Não adianta escolher um negócio pensando apenas no potencial de ganhar dinheiro.

Pergunte também:

Eu consigo manter isso na minha rotina atual?

Talvez você tenha apenas algumas horas por dia. Talvez precise de algo que possa ser feito em casa. Talvez consiga trabalhar somente em determinados períodos.

Essas limitações não precisam impedir você de empreender, mas precisam fazer parte da escolha.

6. Não comece gastando dinheiro com tudo

Quando finalmente surge uma ideia, dá vontade de criar nome, identidade visual, comprar materiais, fazer site, imprimir cartão, montar embalagem e deixar tudo perfeito.

Calma.

Antes de investir muito dinheiro, descubra se existe alguém interessado no que você pretende vender.

Dependendo do negócio, é possível começar com uma estrutura muito mais simples e melhorar conforme aparecem clientes e vendas.

Ter uma marca bonita é ótimo.

Ter alguém disposto a comprar é mais importante no começo.

7. Escolha uma ideia e faça um teste pequeno

Você não precisa abrir oficialmente uma grande empresa para descobrir se uma ideia funciona.

Faça um teste.

Se quer trabalhar com um serviço, monte uma oferta inicial e apresente para algumas pessoas que poderiam precisar dela.

Se pensa em vender um produto, comece com uma quantidade pequena.

Observe se as pessoas demonstram interesse, quais perguntas fazem, o que acham caro, o que valorizam e principalmente se comprariam.

Testar pequeno permite aprender sem colocar tanto dinheiro e expectativa em algo que você ainda está descobrindo.

8. Converse com quem poderia ser seu cliente

Essa etapa pode ensinar mais do que passar semanas planejando sozinha.

Procure entender como as pessoas resolvem hoje o problema que você quer resolver.

O que incomoda? O que elas procuram? Quanto costumam pagar? O que faria alguém escolher uma solução em vez de outra?

Você não precisa transformar isso em uma pesquisa complicada.

Prestar atenção nas conversas, dúvidas e comportamentos das pessoas já começa a mostrar se existe espaço para sua ideia.

9. Crie uma primeira oferta simples

Você encontrou uma habilidade, identificou uma necessidade e percebeu que aquela ideia cabe na sua realidade.

Agora transforme isso em algo que alguém consiga entender e comprar.

Em vez de:

“Quero trabalhar com marketing.”

Pode ser:

“Vou oferecer criação de conteúdo para profissionais autônomas que não conseguem manter o Instagram atualizado.”

Em vez de:

“Quero trabalhar com doces.”

Pode ser:

“Vou começar vendendo caixas de brigadeiros por encomenda para pequenas comemorações.”

Quanto mais clara for sua primeira oferta, mais fácil será testar se existe interesse.

10. Seu primeiro negócio não precisa ser o negócio da sua vida

Talvez essa seja uma das coisas que mais travam quem quer começar.

A sensação de que precisa escolher certo de primeira.

Mas começar um negócio também é um processo de descoberta.

Você pode perceber que gosta mais de determinado tipo de cliente. Pode abandonar um produto e criar outro. Pode começar prestando um serviço e, no futuro, transformar seu conhecimento em produto.

Nada disso significa que você começou errado.

Significa que aprendeu enquanto fazia.

Por onde começar, então?

Se você está com vontade de empreender, mas ainda não sabe com o quê, pegue uma folha ou abra o bloco de notas e responda quatro perguntas:

O que eu sei fazer?

Que problema eu consigo ajudar alguém a resolver?

Quem poderia pagar por isso?

Essa ideia cabe na minha rotina e nos recursos que tenho hoje?

Você provavelmente vai terminar com mais de uma possibilidade.

Escolha uma delas e pense no menor teste que poderia fazer.

Você não precisa descobrir hoje qual será o negócio que vai tocar pelos próximos dez anos.

Precisa encontrar uma primeira possibilidade, testar e observar o que acontece.

Muitas vezes, a clareza que você está esperando para começar só aparece depois que você começa.

Se você ainda está tentando descobrir qual caminho combina mais com você, também reuni 15 ideias de renda extra para mães que podem ser feitas em casa.

Enxoval de bebê na vida real: o que realmente vale a pena ter



Quando a gente começa a montar o enxoval, parece que um bebê precisa de uma casa inteira de coisas.

São listas enormes, vídeos de enxoval, produtos que parecem indispensáveis… e dá aquela sensação de que precisamos comprar tudo antes do bebê nascer.

Só que, quando o bebê chega, a realidade muda um pouco.

Tem coisa simples que usamos todos os dias, item que parecia essencial e quase não usamos e coisas que só descobrimos se valem a pena depois que conhecemos o bebê e a nossa própria rotina.

Depois de passar novamente pelos primeiros meses com um bebê em casa, essas são algumas coisas que realmente fizeram sentido por aqui.

1. Carrinho de bebê

Para mim, carrinho é essencial.

É um dos itens que mais facilita na hora de sair, passear e simplesmente não precisar ficar o tempo inteiro com o bebê no colo.

Hoje eu prestaria muito mais atenção na praticidade do que somente na aparência: se é fácil de abrir e fechar, se cabe no carro, se é confortável e se não é um trambolho para transportar.

Só vale lembrar que carrinho é principalmente um item de transporte e apoio na rotina, não o lugar ideal para o bebê passar longos períodos dormindo.

2. Canguru

O canguru também tem sido muito útil por aqui, principalmente para ficar com o bebê pertinho e ainda conseguir me movimentar com mais liberdade.

Mas tem um ponto que faz diferença: postura e ajuste. Se fico muito tempo usando, começo a sentir o peso nas costas, então prefiro não exagerar no tempo de uso.

Para mim, vale muito a pena ter, mas uso prestando atenção tanto no conforto do bebê quanto no meu.

3. Fraldas

Fralda é uma daquelas coisas que realmente não tem como fugir: você vai usar bastante.

Mesmo assim, eu evitaria fazer um estoque gigantesco do mesmo tamanho antes do bebê nascer.

O bebê pode crescer rápido e até a marca que funciona melhor pode variar. Então vale ter uma boa quantidade, mas sem exagerar.

4. Paninhos de boca

Se tem uma coisa simples que usamos o tempo inteiro são os paninhos de boca.

Na hora de mamar, depois da mamada, quando baba, quando volta um pouquinho de leite…

É aquele item que você começa a deixar espalhado estrategicamente pela casa porque sempre acaba precisando de um.

Não é o item mais sofisticado do enxoval, mas é um dos mais úteis.

5. Fraldas de pano

As fraldas de pano também acabam servindo para tudo.

Uso para colocar no ombro, proteger alguma superfície, limpar alguma sujeirinha e várias outras situações que aparecem durante o dia.

É outro item simples que vale muito mais a pena do que algumas coisas superespecíficas que aparecem nas listas de enxoval.

6. Poucos e bons macacões

Eu não acho necessário comprar uma quantidade enorme de roupas.

Bebês crescem muito rápido e algumas peças acabam sendo usadas pouquíssimas vezes.

No dia a dia, o que funciona melhor por aqui são poucos e bons macacões, confortáveis e fáceis de colocar e tirar.

No fim, a gente sempre acaba repetindo justamente as roupas mais práticas.

7. Roupas leves para os dias de calor

Além dos macacões, roupas leves são importantes, principalmente nos dias mais quentes.

E isso mostra por que não faz sentido simplesmente copiar uma lista pronta de enxoval. É preciso considerar o clima de onde você mora e a época em que o bebê vai nascer.

Mais do que quantidade, eu priorizaria peças que realmente façam sentido para a rotina.

8. Ninho: usamos bastante, mas com uma observação

O ninho é uma das coisas que usamos bastante por aqui.

Mas aqui é importante separar a minha experiência de uma recomendação de sono seguro.

Embora ele seja útil na nossa rotina, não deve ser tratado como local de sono seguro para o bebê. Para dormir, o ideal é seguir as orientações de segurança recomendadas para a idade.

Então é um item que usamos, mas sempre tendo esse cuidado em mente.

9. Banheira: por aqui, quase não usamos

Essa foi uma surpresa.

Nós ganhamos uma banheira e eu imaginava que usaríamos bastante, mas ela gosta mesmo é de tomar banho no chuveiro.

Por isso, até agora, a banheira não entrou tanto na nossa rotina.

E isso não quer dizer que seja inútil. Para outra família, pode ser usada todos os dias. É justamente uma prova de que nem tudo que é essencial para uma família será essencial para outra.

O que eu faria diferente ao montar um enxoval hoje?


Eu compraria menos.

Não significa deixar faltar o básico, mas parar de tentar prever absolutamente tudo antes do bebê nascer.

Compraria boas quantidades do que sei que vou precisar, algumas roupas confortáveis e os itens maiores que realmente façam sentido. O restante, deixaria para comprar conforme a necessidade aparecesse.

Porque durante a gravidez montamos o enxoval pensando no bebê que imaginamos.

Depois ele nasce e começamos a conhecer o bebê real — com preferências, necessidades e uma rotina própria.

O melhor enxoval não é o maior

Se tem uma coisa que os primeiros meses mostram é que quantidade não significa praticidade.

Às vezes, aquele paninho de boca simples é usado dez vezes mais do que um produto que parecia indispensável durante a gravidez.

Por isso, se eu pudesse dar uma dica para quem está montando o enxoval agora, seria: comece pelo básico e dê espaço para conhecer o seu bebê.

Você não precisa ter absolutamente tudo pronto.

Com o passar dos primeiros dias e semanas, fica muito mais fácil perceber o que realmente faz falta, o que facilita a rotina e o que provavelmente ficaria encostado.

No final, o melhor enxoval não é aquele cheio de coisas.

É aquele que funciona para o seu bebê e para a realidade da sua família.]


E no meio de tantas adaptações, tem uma coisa que aparece bastante nessa fase: a necessidade de contato. Se você também está vivendo isso, falei sobre quando o bebê só quer colo e o que fazer nessa fase.

15 ideias de renda extra para mães que podem ser feitas em casa



Quando a gente procura ideias de renda extra para mães na internet, parece que tudo é muito simples. É só começar a vender alguma coisa, virar afiliada, prestar um serviço pela internet e pronto: dinheiro entrando.

Só que, para quem tem filhos, principalmente pequenos, existe uma pergunta que vem antes de quase todas as outras: quando eu vou fazer isso?

Nem sempre existem quatro horas livres e silenciosas esperando por você. Às vezes o tempo aparece em pequenos blocos, muda de um dia para o outro ou simplesmente desaparece porque uma criança ficou doente, o bebê não dormiu como esperado ou a casa virou de cabeça para baixo.

Por isso, acho que a melhor renda extra não é necessariamente aquela que parece ganhar mais dinheiro. É aquela que você consegue começar com os recursos que tem e que faz sentido para a sua rotina.

Separei 15 possibilidades que podem ser feitas de casa, algumas com retorno mais rápido e outras que precisam de mais tempo para crescer.

1. Trabalhar como social media

Começo por uma área que conheço bem porque é uma das formas que encontrei de trabalhar pela internet.

O social media cuida da presença de empresas e profissionais nas redes sociais. Dependendo do serviço oferecido, isso pode incluir planejamento de conteúdo, criação de posts, legendas, calendário, publicação e análise dos resultados.

Não precisa começar oferecendo tudo. Dá para escolher um serviço mais simples, montar um pequeno portfólio e buscar os primeiros clientes.

Para começar: computador ou celular, internet e conhecimento sobre redes sociais.
Flexibilidade: alta, mas existem prazos e demandas de clientes.
Investimento inicial: pode ser baixo.

2. Criar artes para redes sociais

Se você gosta de design e tem facilidade com ferramentas como o Canva, pode oferecer criação de posts, stories, apresentações, materiais digitais e outras peças simples.

É possível começar vendendo pacotes menores e, conforme melhora o portfólio, aumentar a complexidade dos projetos.

Essa também é uma opção interessante para quem não quer assumir toda a gestão das redes sociais de um cliente.

3. Trabalhar como assistente virtual

Uma assistente virtual ajuda empresas ou profissionais com tarefas que podem ser feitas remotamente.

Isso pode envolver organização de agenda, atendimento, atualização de planilhas, e-mails, cadastros, documentos e outras atividades administrativas.

É uma possibilidade interessante para quem é organizada e prefere trabalhar mais nos bastidores.



4. Editar vídeos curtos

Com a quantidade de vídeos publicados no Instagram, TikTok e outras plataformas, edição também pode virar um serviço.

E não estou falando necessariamente de edições superproduzidas.

Muitos profissionais precisam de alguém para cortar vídeos, inserir legendas, organizar cenas e transformar gravações simples em conteúdos prontos para publicar.

Você pode começar aprendendo uma ferramenta de edição, praticando com vídeos próprios e montando algumas amostras para apresentar.

5. Trabalhar com redação e produção de conteúdo

Se você escreve bem, pode prestar serviços de criação de textos para blogs, sites, redes sociais, e-mails e outros materiais.

Também existem trabalhos de revisão, descrição de produtos e produção de artigos.

Nesse caso, um pequeno portfólio ajuda bastante. Mesmo sem clientes anteriores, é possível produzir alguns textos de exemplo dentro dos assuntos com os quais você gostaria de trabalhar.

6. Criar sites e páginas simples

Essa opção exige um pouco mais de conhecimento técnico, mas não significa necessariamente saber programar.

Hoje existem ferramentas que permitem criar sites institucionais, páginas de vendas, páginas de links e outros projetos usando editores visuais.

Foi outra possibilidade que entrou na minha própria prestação de serviços e que pode ser aprendida aos poucos.

A diferença é que, comparada a algumas opções desta lista, existe uma curva de aprendizado maior. Eu não colocaria como “dinheiro rápido”, principalmente para quem está começando do zero.

7. Trabalhar com gestão de anúncios

Pequenos negócios também procuram profissionais para cuidar de anúncios no Google e nas redes sociais.

É um serviço que pode ser prestado remotamente e que pode gerar clientes recorrentes, mas exige estudo e responsabilidade, porque você estará trabalhando também com o dinheiro que o cliente investe em publicidade.

Por isso, não é algo que eu indicaria aprender hoje e vender amanhã. Primeiro vem o conhecimento, depois a prática e só então a prestação do serviço.

8. Dar aulas particulares pela internet

Se você domina algum assunto, pode transformar esse conhecimento em aulas.

Pode ser reforço escolar, idiomas, música, ferramentas digitais ou alguma habilidade específica.

As aulas podem acontecer por videochamada e você pode começar com poucos alunos, encaixando os horários de acordo com sua disponibilidade.

9. Vender doces, bolos ou alimentos por encomenda

Nem toda renda extra feita em casa precisa acontecer pela internet.

Quem gosta de cozinhar pode trabalhar com bolos, doces, marmitas, salgados ou outros alimentos sob encomenda. A internet entra principalmente como canal de divulgação e atendimento.

Aqui é importante colocar tudo na conta: ingredientes, embalagem, gás ou energia, tempo de produção e possíveis taxas de entrega.

Vender bastante não significa necessariamente ter lucro se o preço estiver errado.


10. Produzir personalizados ou artesanato

Se você já tem alguma habilidade manual, pode transformar isso em uma fonte de renda.

Papelaria personalizada, lembrancinhas, costura, crochê e outros produtos podem ser vendidos sob encomenda.

A vantagem de trabalhar por encomenda é conseguir controlar melhor a quantidade de pedidos. Por outro lado, existe produção, compra de material, atendimento e prazo de entrega, então vale pensar se esse tipo de rotina realmente cabe no tempo que você tem disponível.

11. Revender produtos pela internet

Outra possibilidade é trabalhar com revenda de produtos.

Você pode usar redes sociais, WhatsApp ou marketplaces para encontrar compradores. Dependendo do modelo, pode trabalhar com estoque próprio ou outras formas de comercialização.

Aqui eu teria um cuidado especial antes de investir dinheiro: entender margem de lucro, taxas, frete e demanda. Não compraria um monte de produtos simplesmente porque alguém prometeu que “vende fácil”.

12. Trabalhar como afiliada

No marketing de afiliados, você divulga produtos de outras pessoas ou empresas e recebe uma comissão quando uma venda acontece através da sua indicação.

Parece simples, mas existe uma diferença entre se cadastrar como afiliada e realmente conseguir vender como afiliada.

Para gerar vendas, normalmente você precisa de alguma estratégia para alcançar pessoas: conteúdo, audiência, anúncios, mecanismos de busca ou outro canal de divulgação.

Portanto, eu não trataria essa opção como dinheiro automático.

13. Criar produtos digitais

E-books, templates, planilhas, materiais educativos, aulas gravadas e outros arquivos digitais podem ser vendidos pela internet.

A parte interessante é que você cria o produto uma vez e pode vendê-lo mais de uma vez.

Mas também não basta colocar um PDF à venda e esperar.

Você precisa criar algo que resolva um problema real e encontrar uma forma de fazer esse produto chegar às pessoas certas.

Para quem já possui algum conhecimento específico, pode ser uma maneira interessante de transformar aquilo que sabe em um produto.

14. Produzir conteúdo para internet

Criar conteúdo também pode se transformar em renda, seja através de parcerias, publicidade, afiliados, produtos próprios ou outras formas de monetização.

Mas eu colocaria essa opção na categoria de construção de médio ou longo prazo.

É possível começar usando apenas o celular, mas construir audiência leva tempo. Então, se você precisa de dinheiro para o próximo mês, provavelmente não seria minha primeira escolha.

Por outro lado, para quem gosta de produzir conteúdo e consegue manter alguma constância, pode virar um ativo interessante ao longo do tempo.

15. Criar um blog

Sim, exatamente o que estou fazendo aqui.

Estou construindo este blog como um projeto de longo prazo e uma possível nova fonte de renda. A ideia é produzir conteúdos úteis, começar a receber visitas através das buscas e, com o crescimento do projeto, testar formas de monetização.

Mas perceba que eu disse projeto de longo prazo.

Não estou colocando o blog nesta lista como uma promessa de ganhar dinheiro rapidamente porque eu mesma estou começando esse processo agora.

Se funcionar, pretendo compartilhar a experiência por aqui, inclusive o que deu certo, o que não deu e quanto tempo levou até o projeto começar a trazer algum retorno.

Por enquanto, estamos construindo.

Qual dessas ideias faz mais sentido para uma mãe com pouco tempo?

Antes de escolher, eu começaria olhando para três coisas: o que você já sabe fazer, quanto tempo realmente tem disponível e quanto precisa investir para começar.

Se você precisa gerar renda mais rapidamente, prestar um serviço usando uma habilidade que já possui pode fazer mais sentido do que passar meses construindo audiência.

Se você tem pouquíssimo tempo, talvez seja melhor começar com algo que permita controlar a quantidade de clientes ou pedidos.

E se a ideia é construir uma segunda fonte de renda para o futuro, projetos como produtos digitais, conteúdo, afiliados ou um blog podem entrar aos poucos.

Não existe uma opção que seja melhor para todas as mães. Existe aquela que faz mais sentido para a fase que você está vivendo agora.

Cuidado com as promessas de renda fácil

Também preciso falar disso porque, quando começamos a pesquisar formas de ganhar dinheiro em casa, aparecem muitas promessas maravilhosas.

“Ganhe dinheiro curtindo vídeos.”
“Faça tarefas simples e receba Pix.”
“Trabalhe duas horas por dia e ganhe milhares.”

Desconfie.

Trabalho em casa existe. Renda extra pela internet existe. Mas isso não significa dinheiro fácil ou garantido.

Tempo disponível, habilidade, estratégia e constância influenciam bastante o resultado.

Comece pelo que está mais perto de você

Se eu tivesse que escolher um ponto de partida, não começaria perguntando “qual dessas opções dá mais dinheiro?”.

Eu perguntaria:

O que eu já sei fazer hoje que alguém estaria disposto a pagar para eu fazer?

Às vezes a primeira fonte de renda não precisa nascer de uma ideia completamente nova.

Pode nascer de uma habilidade que você já tem e nunca enxergou como serviço ou produto.

Depois você aprende mais, melhora, aumenta o preço, testa outras possibilidades e constrói novos caminhos.

Principalmente depois da maternidade, talvez o objetivo não precise ser encontrar uma oportunidade que faça você “dar conta de tudo”.

Pode ser simplesmente encontrar uma forma de gerar renda que consiga existir dentro da vida que você tem agora.

Se você quer gerar renda, mas ainda não sabe exatamente qual caminho seguir, vale começar entendendo suas habilidades e possibilidades. Também escrevi sobre como começar a empreender quando você ainda não sabe com o quê.

O que ninguém te conta sobre os primeiros meses com um bebê



Quando a gente está grávida, parece que recebe conselho sobre tudo. Falam sobre parto, amamentação, sono, fralda, cólica, enxoval, rotina… você pesquisa, pergunta para outras mães e tenta se preparar para o que está por vir.

Aí o bebê nasce e você percebe que algumas coisas simplesmente não têm como entender antes de viver.

Os primeiros meses são uma mistura de amor, cansaço, preocupação, aprendizado e adaptação. Você está conhecendo aquele bebê enquanto também tenta entender como ficou a sua própria vida depois que ele chegou.

E mesmo não sendo minha primeira experiência com a maternidade, estou percebendo tudo isso novamente agora, vivendo os primeiros meses com uma bebê pequena.

1. Você pode amar seu bebê e ainda sentir falta da sua vida de antes

Existe uma ideia de que, depois que o bebê nasce, a mãe deveria estar completamente realizada o tempo inteiro. Só que não é tão simples.

Você pode amar profundamente seu filho e ainda sentir falta de dormir sem pensar na próxima mamada, trabalhar algumas horas sem interrupção, sair de casa sem precisar planejar tudo ou simplesmente ter mais controle sobre o próprio tempo.

Uma coisa não anula a outra. A maternidade muda muita coisa de uma vez e nós também precisamos de tempo para nos adaptar à nova vida.

2. O cansaço não vem apenas das noites mal dormidas

Antes, é fácil imaginar que o grande problema será dormir pouco. E claro que o sono pesa, mas existe também o cansaço de estar constantemente responsável por alguém.

Você está sempre pensando se o bebê mamou, se precisa trocar a fralda, se está com sono, se aquele choro é fome, se alguma coisa está incomodando…

Às vezes o corpo até está parado, mas a cabeça continua funcionando. Essa carga mental é uma parte dos primeiros meses que eu não acho que seja tão falada quanto deveria.

3. Quando você acha que entendeu a rotina, alguma coisa muda

Bebê pequeno muda muito rápido. Você observa alguns dias e começa a pensar que finalmente entendeu os horários. Já sabe mais ou menos quando vai dormir, quando vai mamar e até começa a imaginar como encaixar outras coisas no meio disso.

Aí alguma coisa muda.

Por isso, hoje eu vejo rotina com filhos pequenos de outra forma. Não significa fazer tudo exatamente no mesmo horário todos os dias, mas ter algumas referências e uma organização que consiga acompanhar a vida real.

4. Coisas que antes eram simples começam a exigir planejamento

Sair rapidamente de casa deixa de ser tão rápido. Tem que pensar na fralda, roupa extra, lenço, mamada, bolsa e em mais algumas possibilidades que provavelmente nem passavam pela sua cabeça antes.

No começo parece muita coisa, mas depois você vai pegando prática. É até engraçado perceber que algumas situações que pareciam uma operação enorme começam a fazer parte do cotidiano.

5. Todo mundo tem um conselho para dar

Sempre tem alguém que conhece um bebê que dormia a noite inteira, alguma coisa que resolveu a cólica ou uma maneira “certa” de fazer o bebê dormir.

No começo, com tanta informação, é fácil ficar confusa. Com o tempo, a gente aprende a filtrar melhor o que faz sentido para a nossa realidade.

O que funcionou perfeitamente para um bebê pode não funcionar para outro. E quando tenho alguma dúvida relacionada à saúde ou ao desenvolvimento, prefiro buscar orientação profissional em vez de simplesmente seguir aquilo que funcionou para outra pessoa.

6. Nem todos os dias vão render da mesma forma

Essa é uma das coisas que mais aparecem na minha realidade porque eu trabalho em casa. Tem dia em que consigo trabalhar, resolver minhas prioridades e terminar sentindo que fiz bastante. Em outros, o bebê precisa mais de mim, aparece algum imprevisto e metade do que estava planejado fica para depois.

Estou aprendendo que não adianta esperar o mesmo nível de produtividade todos os dias.

Isso não significa abandonar meus planos ou meu trabalho. Significa entender que, nessa fase, a forma de chegar até eles precisa ser mais flexível.

7. Criar uma rotina de sono não significa controlar o sono do bebê

Essa é uma coisa que estou vivendo agora. Minha bebê está com 2 meses e estamos em processo de adaptação para criar uma rotina de sono durante a noite.

Aqui em casa, estou tentando estabelecer aos poucos uma sequência para o período noturno, buscando que ela durma por volta das 22h. Em algumas noites, ela consegue fazer um período maior de sono e vai até 6h, 7h ou até 8h da manhã.

Mas nem todas as noites são iguais. Tem dia em que funciona como imaginei e outros em que ela demora mais para dormir, quer mamar novamente ou simplesmente precisa de outra coisa naquele momento.

Por isso, estou tentando enxergar a rotina como uma referência, e não como uma regra. Repito alguns hábitos, observo como ela responde e vou entendendo o que funciona para nós.

Como ela ainda é muito pequena, essa é apenas a experiência que estamos vivendo aqui em casa, e não um método ou recomendação de sono para outros bebês.

8. Você começa a valorizar coisas que antes eram simples

Tomar um banho com calma, terminar uma tarefa, conseguir trabalhar por um tempo ou perceber que o bebê dormiu um período maior começam a ter outro valor.

Acho que é porque, nos primeiros meses, percebemos o quanto algumas coisas que fazíamos automaticamente dependiam de termos nosso tempo disponível só para nós.

E também estou aprendendo a não transformar isso em cobrança. Se ontem consegui fazer várias coisas e hoje não, não significa que o dia deu errado. Com um bebê pequeno, os dias simplesmente não são iguais.

9. Aos poucos, aquilo que parecia difícil começa a ficar normal

No começo, praticamente tudo parece novo: as primeiras noites, os banhos, entender os choros, sair de casa com o bebê e encontrar algum ritmo dentro dessa nova realidade.

Só que os dias passam e você vai aprendendo na prática. Sem perceber exatamente quando aconteceu, várias coisas que pareciam enormes começam a fazer parte do cotidiano.

Não porque a maternidade ficou fácil ou porque você descobriu uma fórmula perfeita. Você simplesmente conhece melhor o seu bebê e começa a entender como a vida funciona nessa nova fase.

No fim, ninguém consegue preparar você completamente

Acho que essa é a principal coisa que ninguém te conta sobre os primeiros meses com um bebê: por mais que você se prepare, uma parte você só vai entender vivendo.

Pesquisar, conversar, organizar a casa, pedir ajuda e buscar informação faz diferença. Mas a maternidade real sempre vai ter uma parte que não estava no planejamento.

Alguns dias serão mais tranquilos e outros vão bagunçar completamente aquilo que você tinha imaginado.

E talvez os primeiros meses sejam exatamente isso: enquanto o bebê está conhecendo o mundo, a gente também está aprendendo a viver uma vida nova.


Leia também: Como organizar a rotina trabalhando em casa com filhos

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