Chupeta faz mal para o bebê?
Essa é uma daquelas dúvidas que aparecem cedo para muitas famílias.
De um lado, a chupeta pode ajudar alguns bebês a se acalmarem. Do outro, existem preocupações com amamentação, dentes e desenvolvimento da boca.
A resposta não é simplesmente “sim” ou “não”. O momento em que ela é introduzida, a frequência e por quanto tempo a criança mantém o hábito fazem diferença.
Chupeta pode atrapalhar a amamentação?
Esse é um dos principais pontos de atenção, principalmente nos primeiros meses.
A Sociedade Brasileira de Pediatria explica que sugar o peito e sugar uma chupeta são movimentos diferentes e aponta uma associação entre o uso de chupeta e menor duração da amamentação.
Por isso, para famílias que optarem pela chupeta em bebês amamentados, a orientação é esperar até que a amamentação esteja bem estabelecida.
E a chupeta faz mal para os dentes?
O maior problema está relacionado principalmente ao hábito intenso e prolongado.
Com o passar do tempo, o uso frequente pode contribuir para alterações no céu da boca, no posicionamento dos dentes e arcos dentários, na movimentação da língua e em outras funções orais.
Por isso, quanto mais o hábito se prolonga durante a infância, maior deve ser a atenção.
Mas a chupeta também pode ter algum benefício?
Existe um ponto importante que nem sempre aparece quando falamos sobre o assunto.
A Academia Americana de Pediatria recomenda considerar a oferta da chupeta na hora das sonecas e do sono noturno porque seu uso está associado à redução do risco de morte súbita do lactente.
No caso de bebês amamentados, a recomendação é esperar até que a amamentação esteja funcionando bem antes de oferecê-la.
Se a chupeta cair depois que o bebê dormir, não é necessário colocá-la novamente.
Então é melhor dar ou não dar chupeta?
Não existe uma resposta que funcione igualmente para todas as famílias.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que os responsáveis conheçam os benefícios e possíveis prejuízos antes de decidir, preferencialmente conversando com o pediatra que acompanha o bebê.
Se a família decidir usar, alguns cuidados são importantes:
- esperar a amamentação estar estabelecida, quando o bebê é amamentado;
- evitar oferecer a chupeta automaticamente para qualquer choro;
- tentar entender primeiro se existe fome, desconforto, necessidade de colo ou outra necessidade;
- evitar que o uso se transforme em um hábito constante durante todo o dia;
- planejar a retirada do hábito ainda na infância;
- não prender a chupeta ao pescoço do bebê;
- durante o sono, não prender a chupeta em roupas, cobertores ou bichos de pelúcia.
Chupeta faz mal, afinal?
Ela pode trazer problemas, especialmente quando o uso é frequente e prolongado, mas a questão é mais complexa do que simplesmente dizer que toda chupeta faz mal.
Existem possíveis impactos sobre a amamentação e a saúde oral, mas também há situações em que seu uso pode ter benefício.
Por isso, mais importante do que transformar a chupeta em vilã ou solução é entender como, quando e por quanto tempo ela será utilizada.
Na dúvida, principalmente nos primeiros meses ou quando existem dificuldades na amamentação, vale conversar com o pediatra ou outro profissional que acompanha o bebê.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual do pediatra ou odontopediatra.


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